- “A única constante é a mudança.” (Heráclito De Éfeso) - Meu singelo “Depósito de ideias”, Escritos de uma alma ao externar o seu vazio interior.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
a tormenta que se avizinha
Vem tempo forte por aí...
Algo já profetiza o que há de vir.
A alma vibra e se atormenta.
A impetuosa tormenta se avizinha.
Avizinha-se a tormenta, e atormenta-se a vizinha.
A escuridão cobre o chão e o coração
A escuridão cobre o chão e o coração
Raios e trovões, estrondos assustadores fazem tudo tremer.
Que mistério magnífico existe atrás das nuvens negras?
O céu carregado e denso,
Como que vivo, audaz
Numa voraz disputa entre céu e terra.
Numa acalorada e tensa relação.
Como se desejassem unir-se para sempre.
Os raios, as gotas de chuva, os ventos
Tudo parece querer ligá-los, unir, costurar
Céu e terra, em comum esforço,
Esforço incrível, mas impotente.
Perpassado e entre tudo isso,
Aí estou eu à procura de um abrigo.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Recadinho
Pra você que acha que estou descorniado. Que to acabado, só escrevo coisas sobre isso. Um recadinho: Você nunca esteve tão certo!
Pra quem acha que sou chato pra caramba: Parabéns! Acertou de novo! Tenho que fazer jus ao meu nome.
Mas logo a coisa muda... Minha próxima postagem vai ser sobre um assunto diferente...
Pra quem acha que sou chato pra caramba: Parabéns! Acertou de novo! Tenho que fazer jus ao meu nome.
Mas logo a coisa muda... Minha próxima postagem vai ser sobre um assunto diferente...
Considerações (sobre) finais
Você diz que não sei nada sobre sua vida. E não sei mesmo!
(minha bola de cristal foi pro concerto) não quiseste partilhar e nem dividi-la
comigo. Mas lhe pergunto? O que sabes sobre a minha?
Estou com medo! Medo não te encontrar mais, não te ouvir
nunca mais, não tocar tua pele e jamais rever o teu sorriso. Estou com medo de
mim e de você. Medo de não conseguir amar mais, de desconfiar de tudo. Medo me
tornar complexado, traumatizado, assim como tantos outros que conheço.
Já não sei mais quem sou eu, e muito menos quem é você. Não
sei se te quero perto, ou mais distante ainda.
Você quer que eu te deixe em paz, mas você não me deixa em
paz. Aparece-me, me perturba em cada segundo. No trabalho, em casa, e em todo
lugar... Mas principalmente no coração (ou no que restou dele).
Que fazer se a única pessoa com quem quero conversar é
também a única que não quer me ouvir? Ficar sem você vai ser ruim, ficar com
você também. Porque não vai mais ser a mesma coisa, não conseguirei confiar
mais.
Nada me consola. Pois o que passou foi lindo demais pra
esquecer.
Tudo me lembra você e dá taquicardia. Outro dia quando vi
que está tão linda, e com um ar de “como eu estou bem” me deu um ataque de
nervos, uma tremedeira, e uma aflição que durou o dia todo. Fiquei imaginando
como eu reagiria quando um dia eu visse uma foto tua com outro. Será que um
infarto?
Fico aqui sem saber se você me amou, me ama, ou só se amou e
me enganou.
Se já me parecia (não que seja mesmo, mas pelo menos
parecia) que não se importava comigo antes, imagina depois do que aconteceu? Aliás,
um pouco eu agi assim contigo, por que me parecia que você estava agindo assim
comigo e foi virando uma bola de neve.
Ah sei lá, mas eu sempre soube o que sentia e sinto por ti,
o que mudou em mim é como eu te quero (perto, longe).
Eu também sempre tive e tenho muita coisa pra fazer, mas
sempre te levei comigo onde fosse. E o pior, ainda levo.
Aliás, não sei viver sozinho. Meus amigos são muito importantes pra mim, assim como você, que pra mim era mais que minha namorada, era minha melhor amiga. Era tão bom, a pesar de tudo, poder dividir como foi meu dia contigo, e ouvir como foi o teu. Mesmo só ouvindo “ah, foi bom”.
Aliás, não sei viver sozinho. Meus amigos são muito importantes pra mim, assim como você, que pra mim era mais que minha namorada, era minha melhor amiga. Era tão bom, a pesar de tudo, poder dividir como foi meu dia contigo, e ouvir como foi o teu. Mesmo só ouvindo “ah, foi bom”.
Enfim, você mesma disse que agora já não tem mais volta, não
é?
E não falo isso pra te fazer sentir culpada, nem pra brigar,
nem pra querer que volte atrás. Só pra pedir: e agora? O que eu faço?
Se não tinha mais certeza do que sentia, porque continuou
dizendo que me amava?
Talvez eu tenha que deixar de ser bom. Porque se você diz
que sou “tudo o que você sempre quis”; e não está comigo. Talvez se eu não fosse
o que você quisesse, ainda estaria comigo.
E eu que achei que nosso amor fosse
realmente maior que a distancia, maior que as diferenças, e maior que tudo.
Ao que tudo indica, daquele nosso
caso escrito nas estrelas, parece só ter restado o ponto final. Pois é John Green, mais uma vez a culpa é das estrelas!
Como fomos deixar chegar a esse
ponto?
Eu que vivo de sonhos, agora nem consigo sonhar.
Vou deitar-me pra ver se tenho um outro sonho, ou se sonho com nós
dois numa outra vida onde vivamos felizes.
Eu que acreditei, eu que me entreguei e eu que quebrei a cara.
Penso ter encontrado uma explicação para o que aconteceu:
Nosso caso estava escrito nas estrelas, de certo, a galáxia onde
nossos nomes estavam gravados deve ter explodido, e virado uma nebulosa de
poeira. Ai onde tudo termina pode ser também onde tudo começa... pode ser que
do caos nasçam novas estrelas e com elas, novas histórias. Tomara que com
finais felizes. Ou melhor ainda, sem final.
Quando acordei, meu vizinho estava ouvindo está musica. Bençoado!!
domingo, 1 de setembro de 2013
monólogo do disamor
Numa sala escura uma luz amarela se acende para iluminar
minha conversa com o espelho:
Quando ela do nada se transforma em seu tudo e torna-se seu
mundo, um mundo maravilhoso que irá durar para sempre. E de repente seu tudo lhe
tira tudo e diz que não quer mais nada. Ai você vê que realmente o pra sempre, sempre
acaba.
Você sente o coração sangrando e a vida se esvaindo devagar.
Da vontade de desejar que ela morra, mas você não quer que ela morra porque
você a ama. E ai deseja morrer você mesmo. Só então percebe que vive de sonhos,
e ela os destruiu todos. E que sendo assim já não vive mais.
E então, tudo que você não quer é vê-la e ouvi-la, mas como
por mágica passa a pensar nela sem parar, vê-la em todo lugar e querer falar
com ela. E se pergunta o que fez de errado. Mas a causa a essa altura já nem
importa mais.
Os dois falavam várias vezes que eram importantes, e que
jamais queriam perder um ao outro. Mas percebe que não só a perdeu, como também
se perdeu. Doem-te repetidas vezes, cada palavra dela, cada coisa que ela
escreve. E todo o corpo a deseja, a pele quer tocar, as mãos escrever, e os lábios
dizer-lhe um “te amo tanto”, “volta pra mim”, “não sei viver sem ti”. Mas a
cabeça não deixa, e você entra num conflito consigo mesmo, e obviamente sai
perdendo. E por vezes consegue vencer o orgulho já ferido, e rasgando mais
ainda o coração consegue proferir algumas destas palavras, que saem como que
para liberar um grito entalado na garganta, e isto acaba piorando tudo.
O choro então rola, como que por milagre. Sim, você ainda
sabe com fazer isso, mesmo após décadas sem derramar uma lágrima. E é estranho
e de certa forma bom.
E quando finalmente ela responde pedindo desculpas e dizendo
que te ama, mas infelizmente é impossível continuar. Uma falça sensação de
alívio vem, mas logo é substituída pela tristeza de perceber que o que te
restava se foi. A esperança.
E você dorme querendo sonhar com ela, ou que seja tudo um
pesadelo que pela manha vai acabar. Mas adivinha? ... Não acaba e pela manhã
você planeja como vai sobreviver sem seu coração. E te faltam forças para
juntar os pedacinhos do coração. E anda de um lado para o outro sem saber o que
fazer ou mesmo o que está fazendo.
Mas o mundo continua girando, as pessoas trabalhando, os
dias passando... E você, você não sabe se está morto ou se está vivo. E deseja
voltar. Enlouquece. E deseja um dia, ainda voltar a crer no amor.
Para talvez padecer mais uma vez...
Deixo o espelho cair e se fazer em mil pedaços. Saio e logo
a luzinha amarela se esmorece.
domingo, 25 de agosto de 2013
Dicas simples para meninas que querem um relacionamento a
dois (e não só consigo mesmas):
Pense bem se você o ama, ou se só ama o bem que ele te
faz...
1.
Não tente tornar a relação perfeita e sim
verdadeira;
2.
Seja você mesma e, portanto, sincera o máximo
possível. Se você for uma personagem um dia a atriz prevalece;
3.
Não o sufoque. As coisas dele também são
importantes. Converse de verdade, não monopolize o assunto, tornando-o um monólogo;
4.
Não fuja a uma conversa se ela for necessária;
5.
Procure preocupar-se com ele, e demonstrar isso;
Não está sendo fácil...
Não está sendo fácil pra ti?
Engraçado! Foi você quem quis assim. Poderia ter sido bem
mais fácil e humano também.
Sabe o que me dói? Ahh, não poder terminar de espremer
aquele cravinho em teu nariz. Odeio deixar essas coisas pela metade. Quem sabe
seja para combinar com um amor pela metade, uma vida pela metade, um cara pela
metade.
Eu não só dividi minha cama, como minha vida, e o pior de
tudo, meus sonhos. Tínhamos nos unido com comunhão de sonhos, e agora você
ganhou na justiça o direito de levar todos eles contigo. Ahh! Leva um pouquinho
de minha esperança e o que sobrou do coração também.
Já ouviu aquele clichê que garotos legais só sofrem? É meu
filho! É verdade!
Arrisquemos viver por amor... e tomemos Nabunda.
Não sei se te amo, ou te ideio. Por hora os dois.
Segui os conselhos de uma amiga “peripelta” (sei, vai dizer que essa palavra não existe! Existe sim! Acabo de inventar)
e gritei e
tentei chorar (não consegui, aliás, não consigo. Será que Freud Explica?) tudo
isso ontem, e hoje eu deveria calçar minhas sandálias e ir à luta. Porém, como
está um pouco frio, calcei logo um tênis mesmo. Revesti a cara de óleo de
peroba, o coração de uma couraça dura, e aqui estou eu...
E você já tomou hoje?
sábado, 24 de agosto de 2013
Sonhamos tanto...
Sonhamos tanto...
Falamos logo em casamento. Pensei que talvez fosse rápido de
mais, mas ela jurou que com amor tudo está certo. E eu que disse, espalhei aos
quatro ventos nosso amor era forte o suficiente para transpor a distancia e o
tempo.
Tínhamos planos para NÓS, tínhamos ou tinha EU?
Dizem que ao mesmo tempo em que a tecnologia aproxima as
pessoas ela também distancia. Pura verdade! Que paradoxal (heheh foi ela quem
disse que se escreve assim) Começamos nosso namoro devido à internet, foi pelo
facebook que ela terminou comigo, e agora desabafo num blog.
Viva a modernidade!
Começo a crer que a vidente que disse certa vez que ela
tinha a “pomba gira”, estava certa.
Mas enfim, eu a amava e amo. E me sinto tão traído, afinal
pensava eu que éramos livres para conversar sobre tudo e, sobretudo, sobre
nós... Eu ligava para ela toda a noite, agora ela não quer que eu ligue, depois
de um ano o celular já disca o numero dela sozinho quando chega as 23:30h, como
não vou ligar? É a tecnologia de novo!
E os amigos? Onde estão quando se precisa deles? (não que
amizades se construam por interesses, mas amigos são para essas coisas). Ahhhh,
mas eles não falham não. Que seria de mim sem amigos. O maior orgulho que tenho
é de ter e ser amigo. Afinal, eu ainda creio (e quero crer) que não importa a
distancia e nem o tempo, se é verdadeiro o sentimento. Amigo é pra sempre, como
eterno é nosso Deus...
Já o amor...
Ah o amor...
Bem! Desse, agora, deixa pra lá. Espero ainda conseguir crer
nele. Pois se não, terei, ou teremos amor, destruído tudo o que acredito e
lutei.
Enquanto isso, tomara que meus vizinhos gostem da música “página
de amigos” do Xitãozinho e Xororó.
domingo, 28 de abril de 2013
Gracias
A ti que não tem ouvidos
E ouves meus desabafos todos
Meu singelo muito obrigado.
Sem ti eu enlouqueço.
É pra teus braços que volto
À toda noite
Em teu aconchego
Repousa meu corpo cansado.
O sino
23:30h e o badalar de um sino
Desperta a cidade inerte em seu sono
O badalo maciço ao bater seu corpo no metal
Parece que chora também
As mãos que o evocam não desejam tal incumbência
Porém, continuam com destreza seu amargo ofício.
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