Hoje, à casa de meus pais, prostrei-me sobre uma janela de modelo antigo. Dali pude desfrutar de uma vista semi-bucólica, e ver a vida passar devagar. Pus-me eu, a divagar calmamente:
Algo tão comum, que nos passa despercebida, é a janela.
Dizem que os olhos são
as janelas da alma. Concordo! Não há nada mais revelador que um olho no olho.
Mas penso que nós próprios poderíamos ser janelas. E se o fôssemos? Que janela
seria você então?
Um janelão enorme como
uma vitrine, sempre a mostra? Uma pequena basculante de banheiro, para espiar a
intimidade alheia? A janela de um PC, para estar sempre conectado? Seria talvez
a janela de uma mansão enorme e sem vida? Ou quem sabe, de uma singela
choupana, mas com vista para um belo e aconchegante jardim?
O que vale mais em uma
janela? A beleza ou a função? A vista que ela mostra ou o que ela ilumina? Se
olharmos pra dentro de nossa janela veremos uma casa arrumada?
Qual vista nossa
janela mostra?
Uma simples janela
pode iluminar toda uma sala escura. Logicamente, que se for aberta.
Por uma janela eu
posso ver os outros e os outros podem me ver; daí a importância de limparmos
nossos vidros.
Como eles estão?
Limpos ou sujos?
Lisos ou ondulados?
Transparentes ou fumês?

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São lindos teu dizeres :D
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