quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Reflexões sobre janelas






Hoje, à casa de meus pais, prostrei-me sobre uma janela de modelo antigo. Dali pude desfrutar de uma vista semi-bucólica, e ver a vida passar devagar. Pus-me eu, a divagar calmamente:
Algo tão comum, que nos passa despercebida, é a janela.
Dizem que os olhos são as janelas da alma. Concordo! Não há nada mais revelador que um olho no olho. Mas penso que nós próprios poderíamos ser janelas. E se o fôssemos? Que janela seria você então?

Um janelão enorme como uma vitrine, sempre a mostra? Uma pequena basculante de banheiro, para espiar a intimidade alheia? A janela de um PC, para estar sempre conectado? Seria talvez a janela de uma mansão enorme e sem vida? Ou quem sabe, de uma singela choupana, mas com vista para um belo e aconchegante jardim?

O que vale mais em uma janela? A beleza ou a função? A vista que ela mostra ou o que ela ilumina? Se olharmos pra dentro de nossa janela veremos uma casa arrumada?
Qual vista nossa janela mostra?



Uma simples janela pode iluminar toda uma sala escura. Logicamente, que se for aberta.
Já ouviu fala na janela de johari? Esta técnica divide nossas atitudes em quatro áreas, ou vidros.

Por uma janela eu posso ver os outros e os outros podem me ver; daí a importância de limparmos nossos vidros.
Como eles estão?
Limpos ou sujos?
Lisos ou ondulados?


Transparentes ou fumês?

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