terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

inJURAS

  Ando exausto das fajutas promessas que tenho ouvido;

Entretanto, é mais que certo que que ainda devo fingir assentir incontáveis vezes;

Não como um ser ingênuo que já fui, e sim, com desdém e com a irrelevância de quem conhece a natureza humana. dos que querem enganar, sem querer. E dos que não querem querer, querendo.

 É que a gente tem apresso por se ludibriado.

Iludido pelo governo, pela igreja, pelo amor, pelo sexo e por nós mesmos.

Acreditamos nas promessas que sabemos: Não poderão ser cumpridas!

Assim, asseguramos também nós, juramos de pés juntos e dedos cruzados

Juras que não deveriam ser juradas.

 E segue o grito calado, por crer não valer o seu brado:

"Chega de viver enganado! Basta do engando vivenciado!"



sábado, 9 de maio de 2020

MINHA NOVA MELHOR AMIGA, SOL:


Antes causadora de repúdio, hoje faço as pazes com a solidão; Tornamo-nos íntimos, como que, melhores amigos.
As lágrimas já não caem, o coração não sangra, nem mesmo a boca grunhe, talvez, porém, por mera falta de força, ou quem sabe, careça-lhes matéria prima.
Já não espero nada e nem ninguém, e muito menos, algo de alguém. No ócio, apenas o som do relógio chega aos meus tímpanos, maculando o silencio profundo do cômodo, do corpo e da mente.
Nada mais a esperar, nada o que planejar ou programar, ninguém mais por esperar. A amada não baterá a porta como sonhávamos. Os amigos não mais virão ao meu encontro.
Tenho agora uma nova confidente, e esta sim, compreende, acolhe e me abraça, e numa sussurrar de nadas me responde, sem julgamentos, ou conselhos que é sua também a minha dor.
E que sendo como for nunca estarei só. Afinal, nunca se está realmente só quando se encontra a solidão.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Morro de medo do tal do bicho papão!!!

Minha boca toda cortada
Pra satisfazer aquela safada,
Megera Malvada
Do dente a fada.
Em troca de minha arcada
Míseros trocados sob a almofada.

O calor me faz dormir com os pé pra fora do colchão
Mas pucho ligeiro de volta com medo do Bicho Papão!
Morro de medo do bicho Papão, Morro de medo do BICHO PAPÃO!!!
MORRO DE MEDO!

Na páscoa procuro pelos ovos,
Amarelos, azuis e vermelho.
Que foram deixados por ... Aquele coelho.
No natal não durmo querendo ver
O velho de barba branca pela chaminé descer.
Abro os presentes que ele trouce
E me alegro na alegria que vem de longe!

Haha! Voto de novo naquele candidato.
De novo no Bolsonaro,
Pra ver se eu disparo
Com meu trinta e oito de estimação.
Hahaha! Oh não!

Acredito!!! Acredito sim!
Acredito no Bicho Papão!
Acredito na Fada do Dente, no Coelho da Páscoa e no Papai Noel!!!
Eu Acredito!!!!
Mas e o Amor? Ah o amor!!! Hahahaha! Faz-me rir!
Eu não sou Nenhum otário!
Onde é que já se viu?

Eu acredito que o Seu Barriga perdoará os 14 meses de aluguel atrasado do Seu Madruga!
Ou que seu Madruga consiga o dinheiro suficiente para pagá-lo, tintin por tintin.
E se não for assim, não quero nem acreditar!

Acredito que o Brasil vai sair do sufoco!
E antes de eu ficar louco,
Esse país vai andar nos trilhos!

Acredito que vou conseguir u emprego bom!
Ganhar dinheiro de montão!
Vou ter carro, sapato e mansão!Ou não!

Mas no Amor? Hahahaha! Faz-me rir!
Eu não sou Nenhum otário!
Já procurei no dicionário,
Amor é palavra que não existe.
Ou se, acaso, existir, ninguém em que consiste!
Nem mesmo dr. Aurélio, dono das palavras todas.

Sim, eu acredito que o Palmeiras vai ter mundial.
E que nem só o futebol vai ser esporte nacional.
Acredito que chupar limão pela manhã
Não deixa só uma careta feia
Mas trás benefícios a quem tem coragem.

Eu acredito que usar a camisa do lado avesso espanta as bruxas.
Sim eu também acredito nelas.
Apesar de parecerem muito mentirosas.
Mas se não for assim, eu nem quero acreditar.

Eu acredito em DEus, eu acredito na ciência.
Eu acredito na potência do povo brasileiro.
Eu acredito nos sábios, na medicina oriental.
Eu acredito no louco, enfim.
E se não for assim, eu nem quero acreditar.

Mas no Amor? Hahahaha! Faz-me rir!
Eu não sou Nenhum otário!

Ah! Eu acredito no saci, na mula sem cabeça e em Zumbi.
Ah! Eu Acredito sim! EU acredito... Talvez.
Mas envés de acreditar em tolices
Tenho tanto em que acreditar...

Mas no Amor? Hahahaha! Faz-me mesmo rir!
Eu sou mesmo um otário!









sexta-feira, 29 de setembro de 2017

De Crocs

                Usando meus calçados preferidos, um par de crocs cor de rosa, com meias novas, ainda branquinhas, de um algodão macio, ouço um amigo relatar que uma pesquisa, um tanto quanto inusitada, diga-se de passagem, afirma que pessoas que usam crocs com meias desistiram da vida; Acho graça, eu.
                Afirmo desconhecer tal pesquisa. E achando graça penso: Tantos temas, certamente, de maior importância para se pesquisar! Por que logo esse seria alvo para pesquisadores? Pessoas inteligentes, acredita-se.
                Acho graça, eu! Talvez não devesse!
                Acho graça, eu! Rindo, quem sabe para não chorar!
                Acho graça, eu! Quem sabe, por no fundo, perceber certa veracidade, ao menos no meu caso.
                Entretanto, eventualmente, sinto que é a vida que usa croc rosa com meias brancas, desistindo de mim. Outras vezes, porém, sinto que a vida me calça com meias brancas. Noutras sinto-me branco e fofo, todavia, exprimindo entre a vida e os crocs rosa gastos.
                Quisera eu, achando graça, com meus crocs gastos, de seja qual for a cor, usando meias alvas e macias me calçar uma vida cor de rosa!

                Nem que a vida miserável desista de mim e vez ou outra me dê alguns “croques”, não desisto e não abandono meus crocs rosa com meias brancas de algodão!

domingo, 24 de setembro de 2017

Tributo à Sofi


Meus olhos veem o belo e puro sorriso teu,
Meus dedos tocam tua face macia, e
Minhas mãos acariciam os lisos, longos e negros cabelos.
Os olhos amendoados fitam os meus com um carinho inexplicável.
O esbelto corpo teu é entrelaçado fortemente por meus braços esguios
Fazendo girar teu corpo e o pensamento meu.
Nossos corações batem compassadamente.
Te carrego nos braços...
Te carrego nos ombros...
Te carrego em mim...
Te carrego em fim.

Nasceste, não rubra e chorosa como costume, mas alegre, risonha e esplêndida. Como que por milagre humano e divino.
Filha de uma rara concordância de dois seres de sexo e personalidades diferentes, ainda assim, que mais do que aparentam tem de semelhante.
Seu nascimento fez brilhar os olhos de seus antecessores; que há muito a aguardavam, quase perdendo a esperança em poder vê-la.
Assim que foi avistada a primeira vez Ascendeu neles de novo a chama.

Pus-me a brincar contigo nas manhãs de domingo, logo que voltamos da missa, enquanto sua geradora e minha companheira nos chamava, reclamando das roupas sujas e da imundice de nossas mãos e pés. A situação logo resolver-se-ia, porém, com dois beijos simultâneos estralados e sinceros de cada lado da face.
O amor seria tão intenso em dois corpos que não encontraria espaço suficiente, gerando um novo ser. Três almas se complementariam, vivendo felizes. Três ate a chegada do “mano”. Emanuel. Deus fazendo-se presente outra vez. Chegaria exaltando os ânimos e bagunçando a casa. Trazendo também certos ciúmes. Ate que aos poucos tudo tomasse seu devido lugar e a harmonia reinasse.

Fez-me pai. Far-me-ia homem por inteiro.
Serias a peça que completa meu coração.
Sinto sua presença faltante a todo momento.

Fruto de um belo e infindável amor que estragou e chegou ao fim.
Deixa-me perplexo o fato de não lhe permitirmos a existência real. Mas, deveras, viveras sempre doce em suas mentes genitoras.
Da infinitude de sonhos não realizados, tu és, sem dúvida, o mais belo!

Ó amável e amada, terna e eterna, Sofia!



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

?

Este mundo é vasto de mais para quem tem a dúvida instaurada em seu ser.

Pra onde,
é que foram os sonhos?
 Onde foi que se esconderam os planos?
Como é que murcharam a tal ponto os sorrisos?
    Pra onde                                          rumaram as
                                                        esperanças?
                                           Perguntas,
                        perguntas,
 e mais
perguntas
Me pergunto


EU


Que
foi
feito
das
respostas


?

terça-feira, 2 de junho de 2015

AltaMENTE

 Hoje consegui parar um pouco...
E percebi que:
Incrívelmente, há tantas MENTES por aí...

Entre tantas, me encontro, finalmente, com a minha.
Sem querer interromper seu suave repouso, calmamente, lhe peço sua atenção:
- Olá mente minha!
- Como vais tu que andas assim tão dormente?

...

Sem resposta, continuo a indagar:
- Porque tanta indisposição?

...

- Fatigaste tão cedo! Aceitas um café?
- Será que andas tão sobrecarregada, ou apenas Mentes?
...
- Falta-te espaço em meu ser? O coração, as vezes, lhe toma o lugar. Não é?
- Te peço, encarecidamente, que negocies com ele.
- Quem sabe, se agíssemos juntamente, eu, tu e ele, as coisas não seriam melhores? Assumas teu lugar, ele o seu, e eu o meu...
...

Severamente tive sua resposta:
- Pensar é bom, mas me cansa muito! Quase dói!
- E afinal, pensar para quê? Se há tantas MENTES que me mentem por aí. Melhor deixar que pensem por mim!
- Além do mais, sairão tu e ele, também de vosso descanso?

Por fim, decidimos "sabiamente":
- Melhor deixar tudo como está!


Dicas: conexao-mente-corpo