Antes causadora de repúdio, hoje
faço as pazes com a solidão; Tornamo-nos íntimos, como que, melhores amigos.
As lágrimas já não caem, o
coração não sangra, nem mesmo a boca grunhe, talvez, porém, por mera falta
de força, ou quem sabe, careça-lhes matéria prima.
Já não espero nada e nem ninguém,
e muito menos, algo de alguém. No ócio, apenas o som do relógio chega aos meus tímpanos,
maculando o silencio profundo do cômodo, do corpo e da mente.
Nada mais a esperar, nada o que
planejar ou programar, ninguém mais por esperar. A amada não baterá a porta
como sonhávamos. Os amigos não mais virão ao meu encontro.
Tenho agora uma nova confidente,
e esta sim, compreende, acolhe e me abraça, e numa sussurrar de nadas me
responde, sem julgamentos, ou conselhos que é sua também a minha dor.
E que sendo como for nunca
estarei só. Afinal, nunca se está realmente só quando se encontra a solidão.
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