Meus olhos veem o
belo e puro sorriso teu,
Meus dedos tocam tua
face macia, e
Minhas mãos acariciam
os lisos, longos e negros cabelos.
Os olhos amendoados fitam
os meus com um carinho inexplicável.
O esbelto corpo teu é
entrelaçado fortemente por meus braços esguios
Fazendo girar teu
corpo e o pensamento meu.
Nossos corações batem
compassadamente.
Te carrego nos
braços...
Te carrego nos
ombros...
Te carrego em mim...
Te carrego em fim.
Nasceste, não rubra e chorosa como costume, mas alegre,
risonha e esplêndida. Como que por milagre humano e divino.
Filha de uma rara concordância de dois seres de sexo e
personalidades diferentes, ainda assim, que mais do que aparentam tem de
semelhante.
Seu nascimento fez brilhar os olhos de seus antecessores;
que há muito a aguardavam, quase perdendo a esperança em poder vê-la.
Assim que foi avistada a primeira vez Ascendeu neles de novo
a chama.
Pus-me a brincar contigo nas manhãs de domingo, logo que
voltamos da missa, enquanto sua geradora e minha companheira nos chamava,
reclamando das roupas sujas e da imundice de nossas mãos e pés. A situação logo
resolver-se-ia, porém, com dois beijos simultâneos estralados e sinceros de
cada lado da face.
O amor seria tão intenso em dois corpos que não encontraria
espaço suficiente, gerando um novo ser. Três almas se complementariam, vivendo
felizes. Três ate a chegada do “mano”. Emanuel. Deus fazendo-se presente outra
vez. Chegaria exaltando os ânimos e bagunçando a casa. Trazendo também certos ciúmes.
Ate que aos poucos tudo tomasse seu devido lugar e a harmonia reinasse.
Fez-me pai. Far-me-ia
homem por inteiro.
Serias a peça que
completa meu coração.
Sinto sua presença
faltante a todo momento.
Fruto de um belo e
infindável amor que estragou e chegou ao fim.
Deixa-me perplexo o
fato de não lhe permitirmos a existência real. Mas, deveras, viveras sempre
doce em suas mentes genitoras.
Da infinitude de
sonhos não realizados, tu és, sem dúvida, o mais belo!
Ó amável e amada,
terna e eterna, Sofia!


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