domingo, 24 de setembro de 2017

Tributo à Sofi


Meus olhos veem o belo e puro sorriso teu,
Meus dedos tocam tua face macia, e
Minhas mãos acariciam os lisos, longos e negros cabelos.
Os olhos amendoados fitam os meus com um carinho inexplicável.
O esbelto corpo teu é entrelaçado fortemente por meus braços esguios
Fazendo girar teu corpo e o pensamento meu.
Nossos corações batem compassadamente.
Te carrego nos braços...
Te carrego nos ombros...
Te carrego em mim...
Te carrego em fim.

Nasceste, não rubra e chorosa como costume, mas alegre, risonha e esplêndida. Como que por milagre humano e divino.
Filha de uma rara concordância de dois seres de sexo e personalidades diferentes, ainda assim, que mais do que aparentam tem de semelhante.
Seu nascimento fez brilhar os olhos de seus antecessores; que há muito a aguardavam, quase perdendo a esperança em poder vê-la.
Assim que foi avistada a primeira vez Ascendeu neles de novo a chama.

Pus-me a brincar contigo nas manhãs de domingo, logo que voltamos da missa, enquanto sua geradora e minha companheira nos chamava, reclamando das roupas sujas e da imundice de nossas mãos e pés. A situação logo resolver-se-ia, porém, com dois beijos simultâneos estralados e sinceros de cada lado da face.
O amor seria tão intenso em dois corpos que não encontraria espaço suficiente, gerando um novo ser. Três almas se complementariam, vivendo felizes. Três ate a chegada do “mano”. Emanuel. Deus fazendo-se presente outra vez. Chegaria exaltando os ânimos e bagunçando a casa. Trazendo também certos ciúmes. Ate que aos poucos tudo tomasse seu devido lugar e a harmonia reinasse.

Fez-me pai. Far-me-ia homem por inteiro.
Serias a peça que completa meu coração.
Sinto sua presença faltante a todo momento.

Fruto de um belo e infindável amor que estragou e chegou ao fim.
Deixa-me perplexo o fato de não lhe permitirmos a existência real. Mas, deveras, viveras sempre doce em suas mentes genitoras.
Da infinitude de sonhos não realizados, tu és, sem dúvida, o mais belo!

Ó amável e amada, terna e eterna, Sofia!



Nenhum comentário:

Postar um comentário