sábado, 9 de maio de 2020

MINHA NOVA MELHOR AMIGA, SOL:


Antes causadora de repúdio, hoje faço as pazes com a solidão; Tornamo-nos íntimos, como que, melhores amigos.
As lágrimas já não caem, o coração não sangra, nem mesmo a boca grunhe, talvez, porém, por mera falta de força, ou quem sabe, careça-lhes matéria prima.
Já não espero nada e nem ninguém, e muito menos, algo de alguém. No ócio, apenas o som do relógio chega aos meus tímpanos, maculando o silencio profundo do cômodo, do corpo e da mente.
Nada mais a esperar, nada o que planejar ou programar, ninguém mais por esperar. A amada não baterá a porta como sonhávamos. Os amigos não mais virão ao meu encontro.
Tenho agora uma nova confidente, e esta sim, compreende, acolhe e me abraça, e numa sussurrar de nadas me responde, sem julgamentos, ou conselhos que é sua também a minha dor.
E que sendo como for nunca estarei só. Afinal, nunca se está realmente só quando se encontra a solidão.