sexta-feira, 29 de setembro de 2017

De Crocs

                Usando meus calçados preferidos, um par de crocs cor de rosa, com meias novas, ainda branquinhas, de um algodão macio, ouço um amigo relatar que uma pesquisa, um tanto quanto inusitada, diga-se de passagem, afirma que pessoas que usam crocs com meias desistiram da vida; Acho graça, eu.
                Afirmo desconhecer tal pesquisa. E achando graça penso: Tantos temas, certamente, de maior importância para se pesquisar! Por que logo esse seria alvo para pesquisadores? Pessoas inteligentes, acredita-se.
                Acho graça, eu! Talvez não devesse!
                Acho graça, eu! Rindo, quem sabe para não chorar!
                Acho graça, eu! Quem sabe, por no fundo, perceber certa veracidade, ao menos no meu caso.
                Entretanto, eventualmente, sinto que é a vida que usa croc rosa com meias brancas, desistindo de mim. Outras vezes, porém, sinto que a vida me calça com meias brancas. Noutras sinto-me branco e fofo, todavia, exprimindo entre a vida e os crocs rosa gastos.
                Quisera eu, achando graça, com meus crocs gastos, de seja qual for a cor, usando meias alvas e macias me calçar uma vida cor de rosa!

                Nem que a vida miserável desista de mim e vez ou outra me dê alguns “croques”, não desisto e não abandono meus crocs rosa com meias brancas de algodão!

domingo, 24 de setembro de 2017

Tributo à Sofi


Meus olhos veem o belo e puro sorriso teu,
Meus dedos tocam tua face macia, e
Minhas mãos acariciam os lisos, longos e negros cabelos.
Os olhos amendoados fitam os meus com um carinho inexplicável.
O esbelto corpo teu é entrelaçado fortemente por meus braços esguios
Fazendo girar teu corpo e o pensamento meu.
Nossos corações batem compassadamente.
Te carrego nos braços...
Te carrego nos ombros...
Te carrego em mim...
Te carrego em fim.

Nasceste, não rubra e chorosa como costume, mas alegre, risonha e esplêndida. Como que por milagre humano e divino.
Filha de uma rara concordância de dois seres de sexo e personalidades diferentes, ainda assim, que mais do que aparentam tem de semelhante.
Seu nascimento fez brilhar os olhos de seus antecessores; que há muito a aguardavam, quase perdendo a esperança em poder vê-la.
Assim que foi avistada a primeira vez Ascendeu neles de novo a chama.

Pus-me a brincar contigo nas manhãs de domingo, logo que voltamos da missa, enquanto sua geradora e minha companheira nos chamava, reclamando das roupas sujas e da imundice de nossas mãos e pés. A situação logo resolver-se-ia, porém, com dois beijos simultâneos estralados e sinceros de cada lado da face.
O amor seria tão intenso em dois corpos que não encontraria espaço suficiente, gerando um novo ser. Três almas se complementariam, vivendo felizes. Três ate a chegada do “mano”. Emanuel. Deus fazendo-se presente outra vez. Chegaria exaltando os ânimos e bagunçando a casa. Trazendo também certos ciúmes. Ate que aos poucos tudo tomasse seu devido lugar e a harmonia reinasse.

Fez-me pai. Far-me-ia homem por inteiro.
Serias a peça que completa meu coração.
Sinto sua presença faltante a todo momento.

Fruto de um belo e infindável amor que estragou e chegou ao fim.
Deixa-me perplexo o fato de não lhe permitirmos a existência real. Mas, deveras, viveras sempre doce em suas mentes genitoras.
Da infinitude de sonhos não realizados, tu és, sem dúvida, o mais belo!

Ó amável e amada, terna e eterna, Sofia!



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

?

Este mundo é vasto de mais para quem tem a dúvida instaurada em seu ser.

Pra onde,
é que foram os sonhos?
 Onde foi que se esconderam os planos?
Como é que murcharam a tal ponto os sorrisos?
    Pra onde                                          rumaram as
                                                        esperanças?
                                           Perguntas,
                        perguntas,
 e mais
perguntas
Me pergunto


EU


Que
foi
feito
das
respostas


?