segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Ao 3 de agosto

A dois anos mergulhava num sonho, intenso, profundo...
Porém, era necessário acordar. E a vida, sem demora, se encaminhou disso.
Mas acordado, ainda pareço envolto pela áurea que o sonho deixou.
Bonito demais pra ficar só no inconsciente.
Único demais para ser repetido.
Frequentemente rompe as barreiras pra trazer de volta a doçura saudosa e a loucura do passado como lembrança presente.

Por isso só o que me resta é agradecer.

Grato sou por sonhar...

E isto é o que é:
GRATIDÃO.

Por entre os sinais


Tantas vezes me sinto de veraz um marciano na tarefa de compreender como as coisas funcionam na Terra e a complexidade da vida em mim.
Quem sabe os segredos do universo se escondam nas coisas pequenas que nos passam despercebidas.
Por exemplo, as bolinhas de algodão que se formam em meu umbigo. Seriam elas sinal de que algo está para acontecer, ou simplesmente sinal de que eu ainda não tomei meu banho?
E o sono que insiste em que insiste em me levar para um lugar distante? Será que quer me dizer que este não é meu lugar? Que não há lugar propriamente meu? Ou quem sabe, que meu lugar é o transitar?
Ainda assim, apesar de nossos pesares, encontramos pessoas um pouco, ou muito, como nós, que buscam encontrar-se e experimentam-se. Sinal de que nem somos tão extraterrestres ou chatos como pensamos. Ou então, somos todos marcianos...
E eu então, marciano que sou, sigo pelos Sinais.
Sim, há vida além daqui!
Sim, há vida           aqui!
Sim, há vida                 !

         á vida                  !