quarta-feira, 28 de maio de 2014

Livros, livros, li...

Você já se perguntou de onde veio a palavra “Livro”?
Eu já.
Em meu vão pensamento, livro viria de “livrar”. Não um livrar de fazer livros, mas um livrar de tornar livre. Sim, pois é isso que os livros nos fazem, ou ao menos deveriam fazer. Livrar-nos da ignorância, da falta de imaginação. Às vezes até, livrar-nos de uma vida... para dar-nos outra ou várias. E inclusive, dar o poder de renascer.
Livros – livrai-me de viver sem eles.
Livros – livrai-me de uma vida sem sonhos.
Mas, enganei-me. Em uma breve pesquisa, descobri que a palavra “Livro” não vem do verbo livrar. (ainda acho que poderia ser) Ela vem é do Latim: Liber - que era o nome dado à membrana que existe debaixo da casca das árvores. Uma espécie de papel primitivo era feito com essa membrana. E que o nome usado no inglês, "book", também tem a ver com árvore. Vem de "bok", palavra de raiz germânica que significa faia, um tipo de árvore.
Veja mais neste interessante artigo:  http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/livro/
Continuando:
Andei fazendo minhas contas;
- Cinco livros com leitura iniciada. Um meio caminho andado, e quatro recém iniciados.
- Sete para começar a ler. Dois ainda no plástico, os outros, só os abri para saciar a ansiedade, ou para deleitar-me no aroma da novidade, o delicioso perfume de livro novo.
- Numa lista dezesseis livros que quero adquirir. (Por enquanto)
- Noutra lista, cerca de trezentos títulos que ainda irei ler.
- E acrescentando aí, mais quatro que encomendei.
Parando para pensar... será que esses números e esse desejo infinito fazem de mim uma pessoa egoísta? – Pode ser que sim! Mas quer saber? Um egoísta bem feliz! Ta aí uma coisa de que os livros não conseguiram me livrar! Por isso é que preciso de mais livros. (contraditório isso não é!)

Muitos sonham em ter carros, milhões de sapatos, ou milhões de roupas, ou simplesmente milhões. Eu sonho em ter uma biblioteca. Ou ainda melhor, me daria por feliz, se minha mente, curta e fraca, guardasse uma frase ou palavra de cada livro que lesse. Ou quiçá, ficasse um ensinamento talvez, mesmo sem saber citar de quem ou de onde é que veio.
É isso que tento, por isso leio devagar. (Devagar mesmo! Pareço uma lesma com câimbra quando estou lendo) Para ver se fica algo guardado em minha cuca.
Mas e você? Porque lê? Pra fugir da sua vidinha? Por que te obrigam na escola? Para saciar sua curiosidade? Para estimular sua criatividade? Ou quem sabe, todas as alternativas anteriores? De qualquer forma, ler é muito bom! (por isso parabéns para você que leu esta coisa até aqui!)
Oh amável desejo do Saber!
Que envolve, compenetra e revigora,

Quem se entrega ao sabor de LER...

terça-feira, 13 de maio de 2014

Silêncio, a linguagem de Deus



Deus tem muitas vozes e demasiados timbres.
Fala pelos instrumentos numa bela melodia, ou numa linda voz.
Fala pelo vento, na suavidade da brisa, ou no ímpeto de um tornado.
Fala na beleza da natureza, no som dos pássaros
Fala pela boca, pelos braços ou mesmo no olhar de um amigo.
Fala em tudo, em toda a criação, que deverás é sua. Está em cada átomo de tudo;
É o átomo mesmo, o tecido, de tudo.
Basta então que queiramos ouvi-lo e nos abramos a Ele. Pois, sempre e em tudo está presente.
Em tudo, Deus fala... Em tudo, Deus nos fala...
 Porém, há uma linguagem onde Deus grita insurdecedoramente.
Mas é uma linguagem muito difícil de ser interpretada. Requer esforço e muito estudo, treinamento de humildade, perseverança e doçura.
E ainda, existem pouquíssimas escolas que se dedicam ao ensino dessa linguagem.
Há também falta de mestres para lecioná-la.
Chama-se linguagem do SILÊNCIO!
No silêncio nossa alma se encontra com Deus, que é a alma de nossa alma.
E ali, no puro silencio, onde as murmurações da vida, os barulhos infernais do mundo e tudo mais somem que o universo desaparecido aparece no nada, e flui no tudo que é Deus.
Mesmo assim, porque será que não nos agrada a idéia de silenciar? Na sociedade atual parece que quanto mais barulho, quanto mais potencia, quanto mais, melhor.
Creio também que não gostamos do silencio, pois, no silencio pode ser que ouçamos a nós mesmos. E, no fundo, temos medo de nos conhecer, e saber quem, e o que, somos de fato.
No silencio nos encontramos e encontramos Deus.
Schhhh!!!
Faça silencio e ouça...