Que momento, no mínimo, interessante é o da despedida! Um paradoxo intrigante: Ao partir garantimos a possibilidade da alegria do reencontro; porém, choramos a dor da separação.
Desculpe-me se não sou o que você lembrava. O tempo me fez esquecer o que eu sou.
Vejo-te ai tão bela... A momentos de minha pessoa.
Nostalgicamente fico a apreciar. Tão perto, e tão distante.
E querendo ficar foi que parti.
Querendo parar, foi que continuei.
Ah vontade de voltar! Esta se pôs a me perseguir, e a cada metro do caminho para casa tornava-se maior.
Ainda assim, não foi maior que o desejo do teu beijo na despedida.
Fui, mas o coração ali ficou.
Onde é que estava minha coragem?
Perdida em teus lindos olhos talvez.
Porque estava tão distante?
Haverei de vê-la outrora.
Mas quando a verei?
Haverei!... A verei...
Mais um da coleção "parece-me que falta terminar". Talvez seja esta a minha sina: construir o inacabado. Começar...
e falando em começo:
FELIZ ANO NOVO!